novembro 29, 2021

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Portugal homenageia diplomata heróico que salvou milhares de judeus

Sergio Concalves

LISBOA (Reuters) – Portugal homenageou na terça-feira o ex-diplomata Aristides de Souza Mendes, que superou a ditadura Salasar e salvou dezenas de milhares de judeus e outros refugiados de campos de concentração nazistas.

Para homenageá-lo, foi colocada uma placa de pedra nas paredes do Panteão Nacional de Lisboa, que contém os túmulos de personalidades que vão desde a famosa cantora de badminton Amalia Rodriguez ao jogador de futebol Eusebio.

Em 1940, como embaixador de Portugal na cidade francesa de Bordéus, Susa Mendes concedeu vistos a judeus e outras pessoas que fugiram dos nazis, desafiando o ditador António Oliveira Salazar.

Na altura, os diplomatas portugueses tinham de pedir autorização antes de emitir vistos para judeus e outros tipos de requerentes, mas Susa Mendes decidiu fazê-lo sem pedir correndo grande risco pessoal.

‘Inspiração’

“A história mostra-nos que a perseguição não terminou com a Segunda Guerra Mundial … Infelizmente o que Aristóteles de Sousa Mendes enfrentou ainda é verdade”, disse o Primeiro-Ministro António Costa após a cerimónia bem concorrida.

“Ele é uma inspiração para nós mantermos vivos os mesmos valores: proteger a dignidade do ser humano, da vida, de quem busca proteção”, acrescentou Costa.

Os titulares de vistos puderam entrar em Portugal e daí viajar livremente para outros países como os Estados Unidos.

Salasar, que governou Portugal com punho de ferro por mais de três décadas, soube da desobediência de Susa Mendes e mandou-o voltar para Lisboa, onde foi expulso do serviço diplomático.

“Hoje … podemos ver o significado do que ele fez pela humanidade”, disse a pesquisadora Margarita Ramalho na cerimônia. “Ele foi capaz de se colocar no lugar de outra pessoa.”

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Susa Mendes e sua família foram demitidas de seus empregos e morreram na pobreza em 1954.

(Relato de Sergio Gonçalve