outubro 26, 2021

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O outro lado do império português

O novo livro da historiadora Mafalta Soares da Cunha tem como objetivo explorar outras facetas do império e rever a história tradicional.

Numa série de pequenos ensaios, pretende-se reunir “a visão dos sem voz, a visão das personagens mais anónimas, menos reconhecidas pela história tradicional”, reconhecendo que a história faz parte de uma tendência, explicou o historiador à Lusa. Oferece uma perspectiva mais ampla do que a tradição.

Ele explica que o livro não foi criado “politicamente correto ou devido a importações de programas de pesquisa de outros países”, porém, “eliminá-lo ou integrá-lo na análise de processos sociais e históricos” – subordinados ou outros – cria-o “perde precisão, rigor e complexidade.

Para o investigador e coordenador do Programa Europeu de Investigação sobre Resistência aos Impérios Ibéricos, o enfoque em quem foi derrotado permite outro tipo de análise da “maior complexidade e interdependência dos actores históricos”.

Estas novas perspetivas da história portuguesa, em paralelo com o que se passa noutros países, estão a decorrer nas ex-colónias do império: “As nações de língua portuguesa fazem hoje as suas análises. O trabalho cresceu muito pouco.”

Mafalta Soros da Cunha reconheceu as novas críticas da alternativa, afirmando que “os historiadores são acusados ​​de serem antipatrióticos e de querer desmantelar a grandeza do passado do país”. No entanto, ela acredita que “agravar o problema não significa desqualificar o que foi feito”.

O livro “Oposição no Império Português – Opressão e Rebelião” está agora disponível nas livrarias e contém histórias de 50 sinais ou levantes que ocorreram em áreas sob domínio português entre 1500 e 1850.

“Os protagonistas destas páginas são discriminados com base no sexo, religião, raça, raça ou riqueza, expondo Portugal e o seu império como um lugar onde as leis e as formas institucionais circulam, mas há três séculos e meio,” diz a editora Lea.

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