setembro 24, 2022

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Deslizamentos e inundações mataram pelo menos 117 em Petrópolis brasileira

Deslizamentos e inundações mataram pelo menos 117 em Petrópolis brasileira

PETRÓPOLIS, Brasil (Reuters) – O número de mortos por deslizamentos de terra e inundações na cidade colonial brasileira de Petrópolis subiu para 117 nesta quinta-feira e o número de mortos deve aumentar à medida que a região se recupera das chuvas mais fortes em quase um século.

As fortes chuvas da tarde, quando a cidade registrou cerca de 6 cm de chuva, desestabilizaram ainda mais o solo e atrapalharam os esforços para encontrar sobreviventes e limpar os detritos. Segundo meteorologistas, a previsão é de até 4 cm de chuva à noite na região.

“Há pelo menos seis crianças aqui e pode haver mais vizinhos”, disse o morador Fabio Alves, lembrando que os socorristas não estavam fazendo buscas naquela área. “Estimamos que mais de 10 pessoas estão enterradas aqui e precisamos de ajuda”, disse ele.

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Mais de 700 pessoas foram forçadas a deixar suas casas e buscar refúgio em escolas locais e outros alojamentos temporários. O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, comparou nesta quarta-feira os danos a uma zona de guerra.

Marcelo Barbosa, outro morador, disse: “Estou aqui esperando encontrar minha esposa. Tenho certeza que ela está aqui. A vizinha de baixo disse que ela estava na sacada quando aconteceu o deslizamento de terra”.

Há informações conflitantes sobre o número de vítimas da tragédia. A polícia disse que mais de 100 pessoas estão desaparecidas, enquanto o Ministério Público disse que pelo menos 35 pessoas estão desaparecidas.

Durante o dia, o necrotério local foi forçado a usar um caminhão refrigerado por precaução, pois mais vítimas foram trazidas enquanto outros corpos ainda aguardavam para serem identificados por suas famílias.

O chefe da Defesa Civil do Rio de Janeiro, Leandro Monteiro, trabalhou a noite toda, com pouca iluminação em um pantanal, para encontrar sobreviventes. Ele está entre os mais de 500 socorristas, junto com os vizinhos e parentes das vítimas que ainda procuram seus entes queridos.

“Moro aqui há 44 anos e nunca vi nada assim… Todos os meus amigos se foram, todos mortos e enterrados”, disse a moradora Maria José Dante de Araujo.

As chuvas torrenciais, que só na terça-feira ultrapassaram a média de todo o mês de fevereiro, provocaram deslizamentos de terra que inundaram ruas, destruíram casas, arrastaram carros e ônibus e deixaram feridas de centenas de metros nas encostas das montanhas da região. Consulte Mais informação

Foi a maior chuva desde 1932 em Petrópolis, destino montanhoso do estado do Rio de Janeiro, conhecido como “Cidade Imperial” por ser as férias de verão dos reis brasileiros no século XIX.

“Eu nem tenho as palavras. Estou devastado. Estamos todos devastados pelo que perdemos, para nossos vizinhos, nossos amigos, nossas casas. E ainda estamos vivos, e aqueles que se foram?” Disse a moradora Lucy Vieira dos Santos.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que prometeu visitar a região ao retornar de uma viagem oficial à Rússia e à Hungria, prometeu ajuda federal para ajudar os moradores e começar a reconstruir a região.

À luz do desastre, o Ministério da Economia do Brasil respondeu concordando com incentivos fiscais para o Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde fortes chuvas também causaram danos.

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Desde dezembro, chuvas torrenciais causaram inundações e deslizamentos de terra em grande parte do Brasil, ameaçando atrasar as colheitas e suspender brevemente as operações de mineração no estado de Minas Gerais, ao norte do Rio.

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(Reportagem adicional de Sebastian Rocandio em Petrópolis e Rodrigo Vega Gayer no Rio de Janeiro; Reportagem adicional de Eduardo Simos em São Paulo e Marcela Aires em Brasília. Reportagem de Gabriel Araujo e Ana Mano; Edição de John Stonestreet, Alison Williams, Chizu Nomiyama e Diane Kraft

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