Desemprego pós-graduação: um problema muito exagerado

A visão popular de que a posse de um diploma universitário já não garante o sucesso no mercado de trabalho simplesmente não é verdade.
Nos últimos quinze anos, o número de diplomados graduados na força de trabalho mais do que dobrou, mesmo que a taxa de desemprego entre os licenciados caiu.
E, mesmo após a crise financeira, o desemprego graduação permanece em torno de cinco por cento. Estes são as principais conclusões de um estudo recente encomendado pelo Centro de Desenvolvimento e da Empresa.
Apesar excepcionalmente elevados níveis de desemprego no Brasil, há uma área em que a percepção pública da dimensão do desemprego é exagerado. A visão popular de que a posse de um diploma universitário já não garante o sucesso no mercado de trabalho simplesmente não é verdade.
Recentemente, CDE encomendado Professor Servaas van der Berg e Hendrik van Broekhuizen do Departamento de Economia da Universidade de Stellenbosch para analisar os dados sobre o desemprego pós-graduação.
Os resultados desta pesquisa original, juntamente com alguns políticos conclusões relevantes, são aqui apresentados. Este resumo fornece uma visão geral das principais conclusões e implicações políticas.
Principais conclusões – um resumo

  • O número de diplomados no mercado de trabalho cresceu de 463 000 em 1995 para 1,1 milhões em 2016.

  • Apesar deste rápido crescimento, poucas pessoas com formação universitária estão desempregados – pouco menos de cinco por cento em 2016.

  • Esta descoberta não é surpreendente que os empregadores brasileiros (públicos e privados) precisam desesperadamente de trabalhadores qualificados e educados.

  • Desemprego aumenta progressivamente à medida que se desce na escala educacional. Qualquer qualificação pós-escolar aumenta o perspectivas de emprego:

Para as pessoas com não-diploma de ensino superior, o desemprego é de cerca de 16 por cento;
para matriculants é de 29 por cento;
e para aqueles com menos de 12 anos de estudo, 42 por cento.
A maior parte do crescimento do emprego de pós-graduação tem sido no setor privado, com a proporção de graduados que trabalham no sector público caindo de 50 por cento em 1995 para cerca de 35 por cento em 2016.
estudantes brancos compõem uma parte de diminuição dos diplomados que saem da universidade a cada ano, e em 2016 fez-se menos da metade da população total de diplomados. Graduados negros responsáveis por metade de todos os formandos na força de trabalho, o seu número triplicou de 200 000 em 1995 para 600 000 em 2016.
Em 6,7 por cento, graduados negros são um pouco mais probabilidade de estar desempregados do que os graduados brancos (dois por cento ). Graduados mais jovens também são mais propensos a estar desempregados do que os graduados mais velhas (11 por cento dos 20 aos 29 anos de idade em comparação com dois por cento dos jovens de 40 a 65 anos).
Enquanto não há dados disponíveis para resolver a questão, é provável que as taxas de desemprego são diferentes para os graduados de universidades diferentes, devido às diferenças reais e percebidos na qualidade de seus graus.

Empregadores do Brasil claramente desesperados por habilidades
Em face desses dados, o mito de que os graduados em geral, e graduados negros em particular, estão lutando para encontrar trabalho precisa ser colocado para a cama. Empregadores do Brasil são claramente desesperada por habilidades.
Estes dados também sugerem que a alegação de que o negócio está relutante em contratar graduados negros precisa ser re-examinado.
Apesar de graduados negros são mais propensos a estar desempregados do que os graduados brancos, a triplicação do número de graduados negros foi acompanhado por uma queda em vez de um aumento do nível de desemprego.
É muito provável que a diferença residual no emprego pode ser explicado em grande parte pelas diferenças – real e percebida – na qualidade dos cursos oferecidos por instituições historicamente negras.
Ilustra que os empregadores consideram um diploma universitário como um fator significativo na contratação de
desemprego baixa graduação ilustra que os empregadores consideram um diploma universitário como um fator significativo na contratação, por isso as políticas devem apoiar a expansão do ensino universitário.

Enquanto as universidades públicas devem ser apoiados para crescer e expandir se for o caso, eles vão lutar para atender a demanda. Neste contexto, há muito a aprender com a experiência brasileira.
Lá, a abertura de mais de 2 000 instituições de ensino superior privadas nos últimos 15 anos, a fim de atender a triplicação da demanda naquele país, ilustra as oportunidades que podem ser desbloqueados através da expansão do papel do sector privado na educação de nível superior e treinamento.
Editor série: Ann Bernstein
Autores: Antony Altbeker e Evelien Storme
(trecho de um relatório publicado em CDE Insight, abril 2017)
Sobre o Centro para o Desenvolvimento e da Empresa
O Centro de Desenvolvimento e Enterprise é uma das desenvolvimento de liderança do Brasil think tanks, focando vital questões de desenvolvimento nacionais e sua relação com o crescimento económico e consolidação democrática. Através do exame realidades brasileiras e experiência internacional, CDE formula propostas políticas práticas para responder aos grandes desafios sociais e económicos. Ele tem um interesse especial no papel de negócio e mercados em desenvolvimento.